Heineken compra operação de cerveja da Femsa por US$ 7,7 bi

A cervejaria Heineken anunciou na segunda-feira que comprará as operações de cerveja da mexicana Femsa por 3,8 bilhões de euros (US$ 5,5 bilhões), em uma transação toda em ações que dará ao grupo holandês uma posição de liderança em mercados emergentes da América Latina.

 

O negócio inclui ainda uma dívida líquida e obrigações de pensão de cerca de US$ 2,2 bilhões, o que leva a negociação a um total de cerca de US$ 7,7 bilhões.

 

As ações da Heineken, que abriram em baixa, rapidamente inverteram o sinal e subiam 3,6% às 8h (horário de Brasília).

 

O acordo já era esperado depois que a SABMiller desistiu de um leilão dos ativos da Femsa.

 

A Femsa informou em outubro que buscava opções para suas operações com cerveja, que ocupam a segunda posição no México. A Femsa também ocupa a quarta posição no mercado brasileiro de cerveja.

 

Além da própria Heineken, no Brasil a Femsa é a produtora das marcas Kaiser, Bavaria, Xingu, Sol, entre outras.

 

"A Heineken... vai criar a uma grande nova plataforma para o crescimento com a aquisição das atividades de cerveja da Femsa com uma transação de ações", afirma a empresa holandesa em um comunicado.

 

"A Heineken vai adquirir a Femsa Cerveza, o que inclui 100% das operações de cerveja da Femsa no México e 83% do negócio de cerveja da Femsa no Brasil, que a Heineken não possuía ainda", diz o texto.

 

Após uma série de transações, a Heineken afirmou que a Femsa será a segunda maior acionista do grupo. A companhia terá 12,5% da Heineken e 14,9% de participação na Heineken Holding, essas fatias compõem uma presença econômica de 20% no grupo.

 

A Femsa também terá o direito de indicar dois membros não executivos para o conselho de administração.

 

"O acordo com a Femsa é estratégico para a Heineken", escreveu a SNS Securities em relatório. Entretanto, com uma relação de 11 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), a SNS também considerou que a operação "não foi barata".

 

"A Heinken está consolidando sua posição. Não haverá uma emissão de ações e somente uma pequena diluição para os acionistras."

A Heineken informou que espera que a transação seja concluída no segundo trimestre e avaliou a operação como valendo 5,3 bilhões de euros (cerca de US$ 7,7 bilhões) incluindo obrigações com pensões e dívida líquida.

 

A Heineken Holding é a maior acionista da Heineken e a família Heineken é a maior acionista da holding e manterá essa posição após o acordo.

 

A operação prevê sinergias anuais de custos de 150 milhões de euros até 2013 e a Heineken espera que o acordo contribua para o lucro por ação dentro de dois anos.

 

 

Fonte: AFP